segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Documentário: Semente - A História por Contar

 No documentário, "Seeds - History Untold", é desvendado que as sementes tiveram um papel fundamental na história da alimentação e que a sua protecção  é fulcral para o futuro da sobrevivência humana. Vitais desde o início da Humanidade, este documentário menciona o papel daqueles que protegeram este legado alimentar e cultivaram-no em terrenos férteis desde o início da história da agricultura, à 10 mil anos. No século passado, 90% das variedades de sementes desapareceram, não esquecendo a grande maioria, ainda não descoberta pelo Homem devido à perda de habitats. Hoje, à medida que as empresas de biotecnologia controlam a maioria das sementes, agricultores e cientistas, travam uma luta para defender parte do futuro da alimentação humana. 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Solstício de Inverno

    O solstício de Inverno é comemorado num festival no dia 21 de Dezembro. No país de Gales, este festival é conhecido como Alban Arthen, luz do Inverno, uma versão poética que relaciona o Solstício à lenda do rei Arcturus, o guardião da estrela polar, umas das estrelas mais brilhantes do hemisfério norte. Neste período, os dias tornam-se mais curtos, as noites frias e longas, a escuridão prevalece. Na noite mais longa do ano, noite do Solstício de Inverno, os antigos pagãos recusavam-se a acreditar na morte do sol. 
    Em vez disso, juntavam-se para celebrar a luz e a natureza adormecida, contudo, as tradições dos antigos povos pagãos persistem ainda hoje, em pequenos rituais, tais como no acender das luzes de Natal, na aplicação de decorações natalícias nas habitações, no som do crepitar da lenha nas lareiras, e nos cheiros típicos a ramos de pinheiro ou a musgo, não esquecendo a confecção de gastronomia típica, bolos de frutas cristalizadas, bebidas quentes de vinho adocicado com especiarias ou cacau, etc... que relembram costumes de civilizações antigas. 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

O Chá de Segurelha

          Os tempos eram difíceis e árduos, os dias repetiam-se com o único objetivo de colocar comida sobre a mesa. Da terra saíam as hortaliças: batata doce, semilhas, feijão, entre outras; da rocha: os alhos, cenouras e azedas, e de perto dos ribeiros: o inhame, galhotas, e o agrião. No rosto, as linhas revelam o passar do tempo, conferindo uma estranha rudeza, que contrasta com um olhar profundo, doce, estranhamente doloroso para quem o vê pois é claramente sofredor. O dia começa cedo para as jovens mulheres, as semilhas do jantar do dia anterior, e uma chávena de café saciam a fome, as galinhas e porcos têm de ser alimentados, as camas feitas e o chão varrido. No lume é colocado a panela para o almoço, semilhas e feijão, que será embrulhada numa toalha, juntamente com pequenos pêros e um pão que alberguerá a mistura de vinho diluído com açúcar e raspas de limão. O dia será longo e só terminará após o último socalco de terra ser revirado para receber o mato seco e a feiteira, que servirá de cama para a batata germinar e crescer. Pelo caminho, colhe-se ainda erva para que no dia seguinte seja alimentada a vaca, entre a exaustão de um dia de trabalho, a terra e o suor que lhe desce o rosto, as mãos enrugadas e morenas trabalham rapidamente pois o jantar ainda terá de ser feito, e a água de rega chegará tarde. As costas doem, e o peso da barriga custa, os nove meses estão quase no fim, mas a lua está ainda em quarto minguante, e a erva terá de ser levada até casa. Mais tarde, com o jantar adiantado, uma lanterna é acesa, o caminho até à cultura ainda é longo e a claridade é pouca, após algumas horas com os pés gelados e molhados, o trilitar dos dentes sobrepõem-se ao vento, que move as folhas das árvores próximas, as dores tornam-se insuportáveis, mas a rega ainda não terminou. A custo e gelada até à alma, percorre o caminho até casa e lembra-se enquanto encerra os dentes, que a água terá ainda de ser aquecida e a tesoura esterilizada. De súbito, e ao mesmo tempo que avista a casa, um fluxo de água quente desce pelas pernas que tremem, chegou a hora, pensa. Ela nasce, pequena e rosada, gritando em plenos pulmões. Após ser limpa com paninhos de linho, a mãe de olhar terno, embrulha-a numa pequena manta e coloca-a ao seu lado por breves minutos. Logo, os lençóis da cama são mudados, a higiene feita e a roupa trocada, o jantar terminado e o chá tomado, antes de aconchegar-se junto à filha onde acaba por adormecer exausta, esperando pelo marido, que acabará por chegar... 
Chá - decocção de segurelha, Thymus vulgaris, para promover contrações e a saída da placenta. 

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Documentários - Plantas (Arquipélago da Madeira)

    Para as férias, e para quem gosta de plantas, deixo aqui uma sugestão, a visualização de "Plantas Com História", conjunto de vários documentários de 10 minutos realizados pela RTP Madeira, em 2016, tendo como principal orador o geógrafo Prof. Dr. Raimundo Quintal. Com vários temas, relativos diferentes espécies de plantas, o investigador menciona gimnospérmicas e angiospérmicas, endémicas, introduzidas e autóctones oriundas dos mais diferentes pontos do mundo. 
     Desfrutem!